Uma Estrada construida por imigrantes alemães

A Estrada Bonita foi fundada em 1885 por imigrantes pioneiros que trabalharam na construção da estrada de ferro de Paranaguá

A Estrada Bonita foi fundada em 1885 por imigrantes pioneiros que trabalharam na construção da estrada de ferro de Paranaguá e vieram para a região para instalar linhas de telégrafo. As famílias Kersten e Witt tiveram participação decisiva no processo de colonização e até hoje vivem na região. Paulo Witt e Willy Kersten são descendentes diretos dos primeiros imigrantes.

Paulo Witt

Paulo Witt

Willy Kersten comenta “O meu bisavo era alemão, meu avô chegou do Espírito Santo para cá, por que naquela época lá a situação tava meio crítica também, né, estão eles vieram, ele com o irmão dele trabalhando na instalação da linha telefônica, mas era tudo em poste ainda, aqui pelo litoral, e se estacionaram aqui, viram aquela mata no escuro e acharam que talvez daria um resultado, mas também criaram as famílias aí…”

Paulo Witt comenta “A primeira igreja católica que foi construida em Rio Bonito foi eu quem construiu, e até depois eu era presidente da igreja Luterana, eu construi também a Luterana, em poucos anos nos tínhamos também nesta Estrada Bonita mais ou menos a cinco anos (2001), nós produzíamos aqui na Estrada Bonita mil e poucos litros de leite por dia, hoje é comprado tudo de fora, não produzem praticamente mais nada…”

Ambos preservam a tradição da família exercendo ofícios que passaram de geração para geração e inclusive se comunicam em alemão como faziam seus antepassados.

Willy Kersten comenta “A maioria hoje em dia já correu, tinha essa rua aqui, para falar a verdade, devia se chamar a rua dos Kersten, porque cada segundo, terceiro morador era um Kersten, mas muitos desistiram, porque a produção decaiu muito, por isto então, eles não tinham para sobreviver praticamente, como se criou (emocionado) vai se acabando, aqui para trás já acabaram muitas propriedades, os avós e os pais entregaram para os filhos e eles (os filhos) não querem sujar mais as mãos (se referindo ao digno trabalho na lavoura)”










Acompanhe o vídeo desta reportagem

Reportagem feita pelo programa – Nossa História

Data – 09 / 03 / 2006

Repórter – Mariana Gonçalves Pereira

Edição – Anderson A. Alberton













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